segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Chorando pelo Haiti e por nossas tragédias domésticas – reflexões a partir de Lucas 13.1-9

Por: Solano Portela
As lembranças das inundações de 2008, em Santa Catarina, ainda estavam bem presentes conosco, quando testemunhamos as mortes e prejuízos resultantes de deslizamentos, desmoronamentos e alagamentos nesta transição 2009/2010, em nosso Brasil. Depois, nos últimos dias, estamos sendo impactados com o terremoto no Haiti. Temos testemunhado e chorado com o conseqüente sofrimento chocante, intenso e extremamente abrangente, que nos remete ao Tsunami de 26.12.2004, no Oceano Índico, quando pereceram cerca de 220 mil pessoas.

Não sabemos ainda a extensão da tragédia causada pelo terremoto no Haiti. Alguns falam em 200 mil mortos, sem contar aqueles que ainda enfrentarão as doenças e conseqüências da falta de higiene, alimentos e cuidados médicos. A desagregação de famílias e daquela sociedade, já tão fragmentada pela miséria e ausência de governo, corta o nosso coração. Enquanto vemos as cenas de dor e tristeza, e avaliamos tudo isso, procurando aferir o que podemos e devemos fazer, somos levados às Escrituras para procurar alguma compreensão trazida pelo próprio Deus, para esses desastres.

Acima de tudo, devemos resistir à tentação de procurar respostas que diminuem a bíblica soberania e majestade de Deus, e consequentemente a sua pessoa. Tais “explicações”, “conclusões” e “construções” aparentam ser plausíveis, mas revelam-se meramente humanas, pois contrariam a revelação das Escrituras. Esse tipo de resposta sempre aparece, quando ocorrem tais acontecimentos; elas não são novidade nem têm surgido apenas em nossos dias.

Por exemplo, em novembro de 1755 a cidade de Lisboa foi praticamente arrasada por um grande terremoto. A conclusão emitida por padres jesuítas foi a de que: “Deus julgou e condenou Lisboa, como outrora fizera com Sodoma”. Voltaire (François Marie Arouet), que era um deísta, escreveu em 1756 “Poemas sobre o desastre em Lisboa”. Ali, ele culpa a natureza e a chama de malévola, deixando no ar questionamentos sobre a benevolência de Deus. Jean Jacques Rousseau, respondeu com “Carta sobre a providência”. Nela ele culpa “o homem” como responsável pela tragédia. Ele aponta que, em Lisboa, existiam “20 mil casas de seis ou sete andares” e que o homem “deveria ter construído elas menores e mais dispersas”. Ou seja, procurando “inocentar a Deus e a natureza” ele coloca a agência da tragédia no desatino dos homens.[1]



Sobre o terremoto no Haiti, à semelhança do que ocorreu no Tsunami, vi alguns depoimentos de pastores, falando sobre a “mão pesada de Deus, em julgamento”; opinião semelhante à emitida quando do acidente com o avião que transportava o grupo “Mamonas Assassinas”, em 1996.



Ainda outros, procuram uma teologia estranha às Escrituras, para “isolar” Deus da regência da história. São os mesmos que, quando da ocorrência do Tsunami e do acidente ocorrido com o Vôo 447 da Air France em junho de 2009, emitiram a seguinte conclusão: “Diante de uma tragédia dessa magnitude, precisamos repensar alguns conceitos teológicos” (veja as excelentes reflexões sobre esse último desastre, no post do Augustus Nicodemus, neste mesmo blog). No entanto, em vez de formularmos nossa teologia pelas experiências, voltemo-nos ao ensinamento do próprio Jesus.



Em Lucas 13.1-9 temos instrução pertinente sobre vários tipos de tragédias. A primeira tragédia tratada é aquela gerada por homens (Vs 1-3). Certos galileus haviam sido mortos por soldados de Pilatos. A Bíblia diz que “alguns” colocaram-se como críticos e juízes (a resposta de Jesus infere isso); deduziram que aqueles que haviam sofrido violência humana, sangue derramado por armas (em paralelo às situações que vivemos nos nossos dias) seriam mais pecadores do que os demais. O ensino ministrado é o seguinte: Não vamos nos colocar no lugar de Deus. Não vamos nos concentrar em um possível juízo ou julgamento sobre as vítimas. Jesus, em essência diz: cuidem de si mesmos! Constatem os seus pecados! Arrependam-se!



Mas ele nos traz, também, um segundo tipo de tragédias. Esta que é referida é semelhante, guardadas as proporções, à ocorrida no Haiti. São tragédias geradas por “fatalidades”. Ele fala da Torre de Siloé. O texto (Vs 4-5) diz que ela desabou, deixando 18 mortos. Jesus sabia que mesmo quando, aos nossos olhos, mortes ocorrem como conseqüência de acidentes, isso não impede que rapidamente exerçamos julgamento; não impede que tentemos nos colocar no lugar de Deus. E Jesus pergunta: “Acham que eram mais culpados do que todos os demais habitantes da cidade”? O ensino é idêntico: Não se coloquem no lugar de Deus; não se concentrem em um possível juízo ou julgamento sobre as vítimas; cuidem de si mesmos! Constatem a sua culpa! Arrependam-se!

O surpreendente é que Jesus passa a ilustrar o seu ensino com uma parábola (Vs.6-9). Ele fala de uma figueira sem fruto. Aparentemente, a parábola não teria relação com as observações prévias, mas, na realidade, tem. Ela nos ensina que vivemos todos em “tempo emprestado” pela misericórdia divina.


• Figueiras existem para dar frutos - o homem vinha procurar frutos - essa era sua expectativa natural. Todos nós fomos criados para reconhecer a Deus e dar frutos. Esse é o nosso propósito original.


• Figueiras sem frutos “ocupam inutilmente a terra”. O corte é iminente, e justificado a qualquer momento.



• O escape: É feito um apelo para que se espere um pouco mais, na esperança de que, bem cuidada e adubada, a figueira venha a dar fruto e escape do corte. Lições para o vizinho? Jesus não apresenta a figueira como um paralelo para comparação com outras pessoas – cujas existências foram ceifadas como vítimas de violência ou fatalidades. Ele quer que nos concentremos em nós mesmos, em nossas próprias vidas, pecados e na necessidade de arrependimento.



• Tempo emprestado: O que ele está ensinando e ilustrando, aqui, é que nós, você e eu, como os habitantes do Haiti, vivemos em tempo emprestado; vivemos pela misericórdia de Deus; vivemos com o propósito de frutificar, de agradar o nosso proprietário e criador.


Creio que a conclusão desse ensino, é que, conscientes da soberania de Deus e de que ele sabe o que deve ser feito, não devemos insistir em procurar grandes explicações para as tragédias e fatalidades. Jesus nos ensina que teremos aflições neste mundo (João 1.33) - essa é a norma de uma criação que geme na expectativa da redenção. 1 Pe 4.19 fala dos que sofrem segundo a vontade de Deus. Lemos que não devemos ousar penetrar nos propósitos insondáveis de Deus; não devemos “estranhar” até o “fogo ardente” (1 Pe 4.12).


Assim, as tragédias, desde as locais pessoais até as gigantescas, de características nacionais e internacionais, são lembretes da nossa fragilidade; de que a nossa vida é como vapor; de que devemos nos arrepender dos nossos pecados; de que devemos viver para dar frutos.

Também, não cometamos o erro de diminuir a pessoa de Deus, indicando que ele está ausente, isolado, impotente. Como tantas vezes já dissemos, “Deus continua no controle”. Lembremos-nos de Tiago 4.12: “um só é legislador e juiz - aquele que pode salvar e fazer perecer”. Não sigamos, portanto, nossas “intuições”, no nosso exame dos acontecimentos, mas a Palavra de Deus. Como nos instrui 1 Pe 4.11: “ se alguém falar, fale segundo os oráculos de Deus”.

Em paralelo, não podemos cometer o erro de ser insensíveis às tragédias - Pv 17.5 diz: “o que se alegra na calamidade, não ficará impune”; mesmo perplexos, sabendo que não somos juízes nem videntes. Devemos nos solidarizar com as vítimas, na medida do possível. Um dos nossos comentaristas, em outro post, falou em começarmos uma campanha para auxílio às vítimas do Haiti. Não temos estrutura para fazer isso, como Blog e como blogueiros. No entanto existem aqueles que, chamados para tal, estão estruturados. De nossa parte, estamos procurando motivar os funcionários e alunos da instituição na qual trabalhamos (um total de 47 mil pessoas) a auxiliar de duas maneiras:



1. Para auxiliar os atingidos pela inundação de São Luís do Paraitinga, a mais próxima a nós, trazendo à capelania universitária (Prédio 50, do Mackenzie) doações de não-perecíveis, roupas e produtos de higiene.


2. Para auxiliar as vítimas do terremoto no Haiti: Ajuda através da organização de raízes cristãs, Visão Mundial (CNPJ: 18.732.628/0001-47), por depósito nas contas - Bradesco (Ag.: 3206-9 / CC: 461666-9), ou Banco do Brasil (Ag.: 0007-8 / CC: 16423-2).

“Se alguém tiver recursos materiais e, vendo seu irmão em necessidade, não se compadecer dele, como pode permanecer nele o amor de Deus? Filhinhos, não amemos de palavra nem de boca, mas em ação e em verdade” ( 1 João 3.17-18).

Nota:
[1] Folha de S. Paulo 28/12/2004; Jornal do Commércio - Recife - 2/1/2005, de onde foram extraídas as citações desse trecho.
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Adaptado de estudos e sermões proferidos em 2005

Autor: Solano Portela
Fonte: [ O Tempora, O Mores ]

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Conflitos Conjugais

Algo inerente a todo e qualquer relacionamento é a existência de conflitos. As pessoas são diferentes, e é natural que tenham suas diferenças. Além disso, quanto mais intenso e íntimo for um relacionamento, maior será a probabilidade de discordâncias.


A Bíblia conta a história de muitos casais que viveram conflitos. Ainda no paraíso, Adão e Eva tiveram seu relacionamento abalado em consequência do pecado que cometeram. Lemos também que Abraão e Sara se desenten-deram, que Jó e sua mulher trocaram palavras ásperas, e que Maria e José quase se separaram. De fato, mesmo servos fiéis de Deus podem enfrentar dificuldades em seu matrimônio.

Por que ocorrem conflitos conjugais?
O psicólogo e conselheiro cristão Gary Collins afirma que as principais causas dos problemas conjugais são: falhas na comunicação, excesso de dependência ou independência, tensão interpessoal (em áreas como sexo, finanças, religião e valores), pressões externas e tédio. Os desdobramentos desses problemas podem ser: confusão, desespero, desânimo, afastamento, abandono, separação e divórcio.
Quando um casal percebe que os conflitos estão se multiplicando em seu relacionamento, o que devem fazer? Antes de tudo, é fundamental que preservem a esperança. Invariavelmente o pessimismo leva à amargura, ao distanciamento e a ações precipitadas. Jamais deveríamos duvidar do poder de Deus para reverter situações desfavoráveis. Não há casamento tão ruim que o Senhor não possa melhorar, assim como não há casamento tão bom que ele não precise melhorar.


O passo seguinte será avaliarmos a nossa própria parcela de responsabilidade na geração e manutenção dos conflitos. O mais comum é que enxerguemos as atitudes e características de nosso cônjuge que – segundo pensamos – são as causas de nossos desentendimentos. Todavia, isso não é nada produtivo.
A maioria dos casais está fortemente engajada na tarefa de tentar mudar um ao outro. As pessoas identificam coisas relacionadas ao parceiro que estariam levando à infelicidade conjugal e, daí para frente, passam a lutar para transformá-las. O problema é que, previsivelmente, o cônjuge tem uma opinião diferente... e assim, as solicitações de mudança acabam levando à resistência e às brigas, e não à harmonia.

Como os conflitos conjugais podem ser superados?
A Oração da Serenidade, com a qual os Alcoólicos Anônimos iniciam todas as suas reuniões, diz: “Senhor, dá-me serenidade para aceitar aquilo que não posso mudar, coragem para mudar aquilo que posso mudar, e sabedoria para saber a diferença”. Também na resolução de conflitos conjugais este é um bom ponto de partida. Isso porque, em todo e qualquer relacionamento, existirão coisas que poderemos e não poderemos mudar.
Aceitação e mudança são as chaves para aprendermos a lidar com os conflitos conjugais. O fato é que os casais em crise tendem a focalizar quase exclusivamente os aspectos negativos do comportamento um do outro. Para agravar essa situação, a manutenção dos aspectos desagradáveis é interpretada como má vontade ou falta de amor. Isso leva ao distanciamento físico e emocional.

Estratégias de aceitação
Como posso aceitar algo de que não gosto em meu cônjuge? Primeiramente, lembrando-me de que as diferenças são inevitáveis. Mais do que isso: elas são indispensáveis. São as diferenças de sexo e de personalidade que proporcionam o equilíbrio conjugal. Se esse equilíbrio não existisse, poderiam surgir problemas ainda maiores do que aqueles que o casal está enfrentando. Compreender isso faz-nos enxergar uma aparente desvantagem como uma vantagem. Os opostos se atraem, e, mais do que isso, se complementam.
Outra maneira de lidar com os aspectos negativos do comportamento de nosso cônjuge é procurar entender a motivação positiva que se esconde por trás deles. Muitas vezes o que mais nos incomoda não é o que o outro faz, mas a intenção com que – pensamos nós – ele o faz. Por exemplo: uma esposa pode ressentir-se do aparente desinteresse de seu marido, quando este não lhe pergunta onde está indo ou com quem está saindo. Mas, se ela puder compreender que essa aparente falta de cuidado é, na verdade, a maneira que ele tem de expressar sua confiança e respeito, isso a incomodará em um grau menor. Ela lidará com a situação de um modo mais efetivo do que o faria pensando que ele, simplesmente, a ignorava.

Estratégias de mudança
Além de trabalhar a aceitação, o casal deve, também, considerar possíveis mudanças em sua maneira de tratar um ao outro. Acusações e cobranças geralmente não produzem bons resultados. Cedo ou tarde, marido e mulher aprendem essa lição na prática. Entretanto, se ambos puderem, simplesmente, abrir o coração e comunicar suas necessidades, os espíritos se desarmarão, e as transformações serão possíveis.
Uma boa ideia é fazer com que cada um formule uma lista de iniciativas que, ao seu ver, poderiam deixar o parceiro feliz. Em seguida, cada cônjuge tem a oportunidade de selecionar dois ou três itens da lista que considera de sua preferência. A partir daí, cada um assume o compromisso de tentar cumprir as sugestões que deu e que o outro selecionou. Como a proposta de mudança partiu da própria pessoa – e não de um esposo ou esposa insatisfeito – a probabilidade de que ela seja efetuada é muito maior.
Embora aceitação e mudança sempre devam ser levadas em conta pelos casais em crise, será o momento particular que o relacionamento atravessa que indicará qual das duas ênfases deve ser privilegiada. Segundo o psicólogo David H. Barlow, crises mais leves indicam que o casal se beneficiará bastante se empregar, desde o início, estratégias de mudança. Por outro lado, casais em crise mais grave provavelmente obterão maiores avanços se enfatizarem, inicialmente, a aceitação.

Conclusão
Dificuldades de relacionamento sempre representam um desafio. No relacionamento conjugal, isso se revela particularmente verdadeiro. É triste ver como a comunicação defeituosa e a desavença improdutiva podem levar duas pessoas que se amam a causar, uma na outra, mais sofrimento do que alegria. Contudo, as crises conjugais existem, também, para que aprendamos com elas. Ao atravessá-las, podemos nos transformar em melhores seres humanos.
O Senhor deseja que os casamentos sejam felizes, numa bela ilustração do compromisso que existe entre Cristo e sua igreja. Ainda que, para alguns, esse ideal divino de matrimônio possa parecer distante, a fé, a esperança e o amor têm se mostrado aliados poderosos na superação de dificuldades, tanto quanto na construção de relacionamentos gratificantes.



Marcelo Aguiar é casado há 16 anos com Rosi, e pai das gêmeas Amanda e Beatriz, de 5. Pastor auxiliar da Igreja Batista em Mata da Praia, na cidade de Vitória, Espírito Santo, atua também como psicólogo clínico, e tem várias obras publicadas pela Editora Betânia sobre aconselhamento e cura interior.

Marcelo Aguiar

A Prioridade do Evangelismo

Robert E. Coleman

Um grupo de turistas estava sendo conduzido pelas instalações da famosa igreja londrina, Westminster Abbey, quando uma velhinha interrompeu o guia.


“Meu jovem! meu jovem! Será que você poderia parar de falar por um instante para responder a uma pergunta? Diga-me, alguma alma foi salva aqui ultimamente?”


Houve, então, um silêncio total enquanto o grupo, estarrecido e constrangido, ponderou a pergunta. Almas salvas em Westminster Abbey? E por que não? Não é essa a tarefa primordial da Igreja?


Mas, hoje, há tantas exigências e cobranças que é fácil ficar com as prioridades fora de ordem. É por isso que a igreja precisa se lembrar de que é Corpo de Cristo, e como Corpo dele na terra somos chamados para viver no seu Corpo como ele vivia. Logo, o evangelismo se torna o propósito primordial num grupo de crentes bem coordenado, porque foi o propósito primordial do Corpo do Senhor – a única razão por que o eterno Filho se despiu das vestimentas da glória e assumiu a forma de nossa carne.


Devido à nossa insensibilidade em relação a esse fato, chegamos a reproduzir a cegueira da gente religiosa que presenciou o ato do Calvário. Eles zombaram de Cristo por não descer da cruz para se salvar (Mc 15.31). O que aqueles egoístas mundanos não entenderam é que Jesus não veio para se salvar, mas, sim, para nos salvar. Ele “não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos” (Mc 10.45). Ele veio para “buscar e salvar o perdido” (Lc 19.10).


Qualquer igreja que estiver vivendo na plenitude do Espírito Santo reconhecerá essa prioridade de Jesus e se dedicará ativamente a ganhar os perdidos. A experiência da igreja no Pentecostes deixa bem claro esse fato. Reconhecemos que a paixão pelas almas é um dos frutos do avivamento, mas cremos também que esse amor aumenta na medida em que nos envolvemos no trabalho. Uma igreja que não sai ao mundo para anunciar o evangelho de Cristo não reconheceria o avivamento se ele viesse.


O evangelismo, então, pode ser visto como uma espécie de termômetro do Corpo de Cristo. Quando a igreja está enferma, o programa de evangelismo costuma ser o primeiro a sofrer. As tradições e o orgulho fazem com que qualquer outro programa continue, mesmo depois que sua razão de ser é esquecida. Mas é preciso entender que qualquer atividade, que não esteja expressando o amor do Salvador pelos perdidos, está completamente fora de sintonia com o evangelho. É trágica a situação quando a preocupação com fraternidade, melhoramentos comunitários, destaque intelectual, bem-estar social ou qualquer outra causa secundária torna-se a paixão controladora da vida da igreja.


Essa confusão de prioridades é, sem dúvida, um dos problemas que mais causam perplexidade na comunidade cristã. Não é fácil manter as coisas mais importantes nos lugares mais importantes na igreja, mas é mais difícil ainda enfrentar as conseqüências de não fazê-lo. A verdade cruel é que quando o evangelismo é colocado numa posição de pouca importância no programa da igreja, esta começa a morrer. E se algo não acontecer para reverter essa tendência, a igreja deixará de existir. A igreja somente pode continuar na medida em que o povo de Deus, pelo seu Espírito, reproduz a sua vida em cada geração.


Essa reprodução não é produto do acaso. Precisamos mirar o alvo para acertá-lo. A ideia sentimental de que é só viver uma vida boa e o evangelismo cuidará de si, tem uma capacidade enorme de nos tornar passivos. Por outro lado, um constante redemoinho de atividades na igreja não garante que as pessoas estão se convertendo. Podemos encher os templos aos domingos, podemos realizar grandes construções, aumentar grandemente as receitas da igreja, gastar muita energia em muitas coisas boas, mas o evangelismo ainda pode estar faltando. O compromisso de tornar Cristo conhecido e amado precisa permanecer firme em nossa vida. Esse compromisso precisa permear a vida do Corpo de Cristo e a vida de cada membro do Corpo.


John Vasser foi um homem excêntrico, mas bondoso, que aproveitava todas as oportunidades possíveis para falar de Cristo. Um dia, no saguão de um hotel onde aguardava a chegada de um amigo, ele começou a conversar com uma mulher da alta sociedade, falando-lhe das coisas do Senhor. Ela ficou impressionada com a ousadia que o servo do Senhor usou na sua abordagem do evangelho. De repente, chegou o homem que o Sr. Vasser aguardava, e ele teve de ir embora.

Logo em seguida, chegou o marido daquela senhora, e ela relatou:
– Apareceu um senhor idoso me falando de religião.
– Eu teria dito logo para ele ir cuidar dos negócios dele, disse o marido.
– Ah, respondeu ela, se você tivesse ouvido o homem, teria dito que ele estava cuidando dos seus negócios.


Não deveria ser esse o negócio de todos nós? Não estou dizendo que devemos usar a mesma abordagem que John Vasser usou, ou a que qualquer outra pessoa usa. Mas essa compulsão de espalhar o evangelho deve marcar também a nossa vida. Somos a igreja de Cristo e como ele foi enviado pelo Pai a este mundo, assim nos envia a nós.


Quando o amor de Cristo nos constranger e quando buscarmos em primeiro lugar o seu reino, guardaremos as suas prioridades.



Robert E. Coleman é professor emérito de Evangelismo na Trinity Evangelical Divinity School, em Deerfield, e diretor do Instituto de Evangelismo Billy Graham, em Wheaton.

Cartão de Visitas Não é Tudo

É interessante como o discurso liberal não passa de retórica, onde todas as grandes virtudes servem apenas como “passaporte” para o pecado e "livre-acesso" à libertinagem, e, em última instância, o descrédito da palavra de Deus como infalível, inerrante e inspiradamente divina [na verdade, é o motivo principal]. Não passando de uma estratégia real para se dar vazão à carne, para acomodá-lo a uma distância segura o [in] suficiente para não ver o Deus bíblico e Seus mandamentos, sem que haja a chance da [in] consciência acusá-lo; ainda que não seja possível em nenhum momento estar fora do alcance da mão e da justiça divinas.
O objetivo é desqualificá-la como a palavra fidedigna e revelação especial de Deus, a única capaz de levar o homem a conhecê-lO e a Sua vontade e, da mesma forma, o único canal possível de levar o homem ao conhecimento próprio, da criação, e de tudo o mais no universo que está diretamente relacionado ao Criador. O intento é o de transtornar e converter a verdade e, em seu lugar, instalar o falso deus criado pela mente caída do homem, como uma reprodução e projeção de si mesmo erguida no altar da idolatria e da blasfêmia; onde se quer ser comparado a Ele quando se é apenas uma tola, miserável e insignificante criatura, pois "todas as nações são como nada perante ele; ele as considera menor do que nada e como coisa vã" [Is 40.17].

Mesmo assim, diante da completa impossibilidade de haver algo semelhante ou comparável a Deus, há os que se consideram "divinos", ao tentarem diminuí-lO até o patamar mais baixo que o ceticismo possa levá-los. Entre outros, são os liberais declarados, aqueles que não se escondem e estão dispostos a revelar toda a sua incredulidade, travestida de racionalismo puro, empirismo autorrefutável e axiomas certamente improváveis e ilógicos, a levarem a efeito esse trabalho. Sabemos quem eles são, onde estão, e o que planejam detidamente realizar em prol de suas convicções insanas e espúrias, e, quem os seguem, sabe muito bem porque está a segui-los; não há enganados e distraídos, há apenas tolos, cegos e soberbos sectários.[1]

Portanto, a preocupação se volta para os liberais que se têm travestido de ortodoxos e se infiltrado sorrateiramente nas igrejas, congressos, seminários, editoras, sites e blogs aparentando piedade, quando o propósito é somente um: traiçoeira e subliminarmente, em doses homeopáticas, aplicarem nos incautos o vírus da descrença, o ódio a Cristo, a “desglória” a Deus e o desamor ao próximo. Os efeitos não são percebidos até que se tenha erigido um trono onde o homem seja "deus", e todas as respostas partam dele para ele mesmo, à margem da razão baseada nas Escrituras, e a devastação se instala de tal forma que não sobra nenhuma ovelha para contar história. Acaba por ser muito tarde para qualquer tentativa de restauração, porque as consciências foram dominadas pelo ego intransigente e doentio do novo "deus".

Tudo começa ao serem recebidos de braços abertos, e reconhecidos pelos ortodoxos como irmãos de fé, talvez um pouquinho diferentes apenas [afinal não é preciso concordar em tudo], e com isso estão a ganhar publicidade, notoriedade e respeitabilidade como cristãos acima de qualquer suspeita, alcançando posições de destaque entre os crentes distraídos, que se encarregam de servi-los, afastando os "intolerantes" e seus alertas provocativos e dissensores das decisões, quando não os expulsando sumariamente, seja pela calúnia e difamação, seja pela rejeição pura e simples.Qualquer tentativa de se observar a Palavra, apontando sabiamente as consequências e os danos advindos da não-biblicidade, será imediatamente rechaçada.

É assim que agem, não querem ouvir, mas apenas seguir o apelo de seus corações corrompidos; e acabam por se tornar em presas fáceis às artimanhas perpetradas pelos falsos mestres, acabam por se desestabilizar, corromperem-se pelas idéias humanistas e antibíblicas, e enrodilhados no estratagema mais dissimulado e sordidamente possível a que o liberal se propõe: fazer-se no que não é para disseminar aquilo que é entre os que não são mas querem ser.

Estão aí, espalhados por todos os cantos, como lobos em peles de cordeiros, como joio a tentar sufocar o trigo; fingindo-se de filhos de Deus quando são bastardos gerados por satanás.

Como Paulo divinamente inspirado proferiu: "Todas as coisas são puras para os puros, mas nada é puro para os contaminados e infiéis; antes o seu entendimento e consciência estão contaminados. Confessam que conhecem a Deus, mas negam-no com as obras, sendo abomináveis, e desobedientes, e reprovados para toda a boa obra" [Tt 1.15-16]. O conhecimento de Deus fora das Escrituras é impossível, por isso os liberais ao dizer conhecê-lO através dos métodos extra-bíblicos negam-nO, exatamente por não produzirem frutos para a Sua glória, mas apenas colhem para si a corrupção da carne [Gl 6.8].

Infelizmente, quando muitos se assustarem, terão abandonado a sã doutrina e enveredado pelo caminho do engano, da mentira, da impostura, da corrupção, seguindo os adoradores do próprio ventre; os quais, "com suaves palavras e lisonjas enganam os corações dos simples", levando escândalos à santa doutrina [Rm 16.17-18]. Esta tem sido a nova "cara-de-pau" do mal, uma repaginação ainda mais ardilosa, ainda mais maquiavélica de seduzir e dissuadir os incautos, atingindo mesmo crentes devotados e sinceros [o inferno está cheio desse tipo de gente: religiosos e a-religiosos inconversos]. O que resultará no endurecimento do coração, e um caminho sem volta à verdade [entendo que mesmo os réprobos podem se beneficiar da verdade, tendo uma vida calma, ainda que nunca sejam regenerados pelo Espírito].

Por isso a Igreja tem a obrigação de estar atenta, e de não se enganar com a aparência, nem julgar em suas bases, mas como Cristo disse, julgar "segundo a reta justiça” [Jo 7.24]; para dispor-se a revelar a face diabólica dos filhos do diabo e rejeitar qualquer forma de união com as trevas, seja colaborando, omitindo ou ignorando; "porque tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te" [2Tm 3.5].

Reportando-me ao texto escrito pelo amigo e pastor, Marco Antônio Ferreira, ao aludir a Lutero “que conclamava o povo cristão a se submeter somente à autoridade das Escrituras” [2], este tem de ser o norteador e objetivo primordial da igreja, como aquela encarregada por Cristo de realizar a Sua obra neste mundo. E assim ninguém poderá dizer que errou ou “desviou-se” sem saber, pois desprezar a Palavra significa rejeitar o próprio Deus, e daí, para ser dominado pelas trevas, é apenas questão de tempo para se estar completamente cativo, não a Cristo, mas ao reino do mal.

Então, o que esperar além da cegueira absoluta?... da perdição total?

Lembre-se: o cartão de visitas não é tudo.

Por Jorge Fernandes Isah [3]

Notas:


[1] Transcrevo o comentário do Edson Camargo: "A questão é que há cada vez menos liberais declarados. O ambiente geral de ignorância bíblica e de falta de discernimento os motiva a posarem de ortodoxos, e tem funcionado. Veja quantos blogs de gente ortodoxa dando links para blogs e sites liberais... Veja quantos liberais com colunas nas tais 'revistas evangélicas'... Mas muito disso aí é pensado e planejado. Seja por comunistas, por globalistas, ou por satanistas mesmo. Quando não é tudo isso ao mesmo tempo".

[2] O texto completo do pr. Marcos A. Ferreira intitulado "Lutero e a Bula de Excomunhão" pode ser lido integralmente AQUI

[3] Tive grande ajuda do irmão e amigo Edson Camargo, do Profeta Urbano, na formatação deste texto.




Blog do autor: Kálamos

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Mentindo no MSN, Skype, Talk, etc.

“...porque pusemos a mentira por nosso refúgio, e debaixo da falsidade nos escondemos.” Is 28.15b
A mentira é tão comum no dia-a-dia que muitos crentes se enveredam por ela como sendo a solução rápida e fácil para as mais diversas situações.
Neste artigo não quero entrar nas diversas áreas em que se usa a mentira, vou apenas dar um exemplo de como é usada, visto que o foco é outro. Veja:
Mentir nos negócios é fundamental, afinal, o concorrente mente, se eu não mentir não vendo. Se eu não mentir perco o emprego. É uma mentirinha e o benefício é muito grande. Talvez, esse seja o pensamento geral, até as crianças aprendem cedo que mentir é a saída fácil para explicar porque quebrou o vaso. Nas diversas áreas da vida, a mentira está presente apresentando uma saída cômoda. Mas, a mentira é o oposto da verdade, o cristão não deve usar da mentira em nenhum momento.
O que me levou a escrever este artigo foi notar que muitos servos de Deus estão mentindo sem se dar conta disso.
Principalmente entre os jovens crentes que usam o MSN, (muitos até usando demais) conversando inocentemente com o amigo ou amiga e de repente uma mentirinha sai, sem maldade, impensada, inconsciente.
Mas, minha observação não é na digitação, e sim no próprio sistema do MSN. Quero dizer que podemos estar mentindo sem perceber.
Ao entrar no MSN, (e isso se aplica a todos os sistemas de conversa instantânea como Skype, Talk, etc ), o sistema mostra seu status, nas opções estão algumas como, ocupado, ausente , Off-Line, etc, quero dizer exatamente sobre esse status.
As vezes entro no MSN e de repente alguém me chama, mas o status está como Off-Line (Desconectado), ou seja, a pessoa está On-Line, mas coloca no seu status Off-Line para que os outros pensem que está desconectada, isso é enganar os contatos. Usando esta técnica, que o sistema oferece para mentir, os contatos pensam que você não entrou no MSN, mas, você está lá. Isso é mentir. Ou ainda colocar Ocupado, quando não está ocupado, só para não ser perturbado pelos contatos que você não está a fim de conversar. Para que então tem estes contatos?
Talvez, você ache isso muito exagero, mas não é, mentir é enganar, note, se entro no MSN e um dos meus contatos está off-Line (Desconectado) é isso o que penso, mas na verdade está conectado, então estou sendo enganado, e isso é mentir.
Queridos e amados irmãos, cuidado com as informações que passa, seja por boca, atitudes ou computador, são verdadeiras? Se não forem é mentira.
Otávio Trinck.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

A importância da Bíblia.


Encontramo-nos em meio ao cumprimento de profecias bíblicas e assistimos continuamente à realização do que foi predito há muito tempo atrás nas Escrituras. Por essa razão quero chamar a atenção para a importância e o poder renovador da Palavra de Deus. Em uma de minhas viagens veio-me às mãos o texto a seguir, que passo aos leitores:
"Disse, pois, Jesus aos judeus que haviam crido nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos" (Jo 8.31). – "Grande paz têm os que amam a tua lei; para eles não há tropeço" (Sl 119.165).
Esse é o segredo do discipulado no dia-a-dia, na rotina cristã cotidiana. Isso é sabido e conhecido há séculos, mas é preciso repetir e ensinar a cada nova geração essa verdade tão simples mas fundamental para uma vida cristã bem-sucedida. A melhor maneira de estudar a Bíblia é simplesmente lendo-a atentamente todos os dias, expondo-se em oração à luz do Senhor que dela procede, meditando em suas palavras e prosseguindo com a leitura.
A Bíblia produz efeito por si mesma de maneira sobrenatural: através da ação do Espírito Santo, suas palavras, suas expressões e seus ensinamentos moldam nosso comportamento e nossos pensamentos, de modo que passamos a refletir o caráter de Deus e de Seu Filho Jesus Cristo em nossa maneira de viver. Assim, somos influenciados até às profundezas de nosso ser.
Não, não há nada surpreendente nesse processo. Tudo é incrivelmente simples – mas funciona! E é dessa forma que aumenta nosso conhecimento bíblico e passamos a viver diariamente segundo os ensinos da Palavra de Deus.
Quando um recém-convertido fica admirado diante do grande conhecimento bíblico de alguém que já é cristão há mais tempo, talvez não saiba que se trata simplesmente do fruto da aplicação persistente do mais simples de todos os métodos: a leitura do Livro dia após dia, o que torna seu conteúdo cada vez mais familiar.
Devemos também enfatizar constantemente que a Bíblia é nossa "única regra de fé e prática". Nenhuma experiência ou revelação tem qualquer valor se não houver claro fundamento bíblico.
Além da leitura da Bíblia, há também muitos livros e publicações que são um grande auxílio para se compreendê-la melhor. Entretanto, qualquer afirmação ou interpretação, mesmo que proceda de grandes pregadores ou destacados líderes, deve ser verificada e confrontada com a própria Palavra de Deus. Em Atos 17.11 temos o conhecido exemplo dos bereanos, que avaliavam à luz das Escrituras até mesmo o que o grande apóstolo Paulo lhes tinha dito – e são elogiados por isso: "Ora, estes de Beréia eram mais nobres que os de Tessalônica; pois receberam a palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim." (Norbert Lieth - http://www.ajesus.com.br/)

sábado, 12 de setembro de 2009

Adoradores ou Artistas Gospel?

"Sede, pois, imitadores(iguais) de Deus..." - Ef.5:1-17.

Vivemos dias difíceis dentro das nossas igrejas, onde as pessoas pensam que estamos passando por um grande avivamento. Na verdade, muitos confundem avivamento com "movimento", ou seja, pensam que por termos igrejas com muitos membros significa um grande e poderoso avivamento! Infelizmente, as nossas igrejas estão cheias... de pessoas vazias! Muitos tem trazido para dentro das nossas congregações modelos do mundo, em outras palavras, "saíram do mundo" mas o mundo não saiu dentro deles! Na área da música, tem sido algo visível, onde muitos dos chamados músicos "cristãos" tem trazido a realidade do mundo para dentro das nossas igrejas, é a música, o comportamento, o estilo de vida, os conceitos, os valores, etc... O avivamento começa pelo quebrantamento, pelo arrependimento, pela mudança de mente e coração! Precisamos orar, clamar e pedir ao Senhor para que venha sobre nós, músicos, um verdadeiro avivamento, então seremos transformados! (Jr.33:3).
"Artistas"... Modelo do mundo
Como já disse, muitos músicos chamados "cristãos", tem imitado modelos do mundo, querem ser conhecidos como artistas e pop stars! Imitam artistas seculares, são orgulhosos, soberbos, exigentes e egoístas. Buscam plataforma e visibilidade, querem ser reconhecidos, se consideram estrelas e querem "brilhar"! Se nos encaixamos neste modelo, devemos saber o que a Bíblia nos declara: "Eis que sois menos do que nada..." - Is.41:24. Ao Senhor pertence o louvor e todo o reconhecimento: "... o louvor, e a glória, e a sabedoria, e as ações de graça, e a honra, e o poder, e a força sejam ao nosso Deus pelos séculos dos séculos. Amém." - Ap.7:12.Aprendi que em espanhol a palavra "artista" é utilizada com a letra "h", ou seja, "hartista", e é proveniente do verbo "hartar" que significa "estar farto". É justamente onde se encaixam muitos dos nossos músicos, porque nos deixam fartos, cansados e incomodados com suas atitudes e formas orgulhosas de serem.
"Adoradores"... Modelo de Deus
O Pai está a procura de verdadeiros adoradores! (Jo 4:23). O músico que é um verdadeiro adorador não é "estrela" e nem "pop star", e também não tem nenhum tipo de compromisso com este tipo de glória, mas é um salmista, ministro do altar, é conhecido como um verdadeiro servo e homem de Deus! (II Cr.29:11). É aquele músico que além de executar a sua arte, é consagrado a Deus e separado para Ele; e com certeza, sabe a respeito da necessidade que há da unção do Espírito Santo em sua vida, assim como em sua música. É um músico aprovado por Deus e pelos homens, pois os seus frutos o acompanham! (II Tm 2:15). Observe o exemplo de Davi (I Sm.16:14-23) que era aprovado por Deus e pelos homens.
Jesus... Modelo de adorador
1- Jesus não buscava, reconhecimento, glória, honra, e não buscava interesses e benefícios pessoais (Mt.4:8-10).2- Jesus era obediente a voz do Pai (Fp.2:8).3- Jesus tinha compaixão pelas pessoas e por isso as resgatava para o reino de Deus (Mt.9:35-36).
Este é o principal desafio para nós, músicos cristãos, sermos imitadores do nosso melhor modelo de adorador que é Jesus! Sejamos imitadores de Cristo!

Autor: Ronaldo Bezerra